Sociedade de consumo e o consumismo: implicações existenciais na dimensão da sustentabilidade
Josemar Sidinei Soares
Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
Maria Cláudia da Silva Antunes de Souza
Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)
PDF
HTML

Palavras-chave

Sociedade de consumo
Consumerismo
Felicidade
Existência
Sustentabilidade

Resumo

A pesquisa tem por objeto a análise da sociedade de consumo e as consequências na vida humana, a partir de uma análise histórica e doutrinária referente à temática, sobretudo no que se refere à questão da sustentabilidade. Assim, o objetivo da pesquisa é, analisar a sociedade de consumo, seus hábitos e desejos e, quais as consequências na vida humana, demonstrando que este assunto decorre diretamente de atitudes existenciais. A relação entre consumismo e sustentabilidade não pode ser aperfeiçoada somente por meio de políticas públicas e diretrizes jurídicas, mas a partir da disseminação de uma nova cultura de responsabilização humana diante de si, dos ambientes nos quais interage e do próprio planeta. Políticas de sustentabilidade tendem a sofrer dificuldade para serem implementadas com êxito enquanto a cultura contemporânea ainda enfatizar excessivamente o vínculo entre Felicidade e Consumerismo. Quanto à metodologia, foi utilizada a base lógica indutiva por meio da pesquisa bibliográfica.

PDF
HTML

Referências

BARBOSA, Livia. Sociedade de consumo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004.

BAUMAN, Zygmunt. O Mal-Estar da Pós -Modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

BAUMAN, Zygmunt. Vida para o consumo: a transformação das pessoas em mercadorias. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.

BAUMAN, Zygmunt. Cegueira Moral; a perda da sensibilidade na modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2014.

BOFF, Leonardo. Sustentabilidade: o que é – o que não é. Petrópolis: Vozes, 2012.

CAPRA, Fritjof. A Teia da Vida: Uma Nova Compreensão Científica dos Sistemas Vivos. São Paulo: Cultrix, 1996.

CAPRA, Fritjof. O Ponto de Mutação: A Ciência, a Sociedade e a Cultura emergente. 28. ed. São Paulo: Cultrix, 2007.

CAPRA, Fritjof. Teia da vida: Uma nova compreensão cientifica dos sistemas. Tradução de Newton Roberval Eichemberg. São Paulo: Editora Cultrix. 2010.

COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Nosso Futuro Comum. 2. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2001.

DAVIDOFF, Linda. Introdução à psicologia. São Paulo: McGraw-Hill, 1983.

FIRAT et al. Consumption, Consumer Culture and Consumer Society. Journal of Community Positive Practices, Bucharest, v. 13, n. 1, p. 182-203, 2013.

FROMM, Erich. To Have or to Be? London; New York: Continuum, 2008.

FROMM, Erich. Psicoanálisis de la sociedad contemporánea. 6. ed. Ciudad de México: Fondo de Cultura Economica, 1964.

GIDDENS, Anthony. Modernidade e Identidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.

KOJÈVÈ, Alexandre. Introdução à leitura de Hegel. Rio de Janeiro: Universidade Estadual do Rio de Janeiro, 2002.

LIPOVETSKY, Gilles. A Felicidade Paradoxal: ensaio sobre a sociedade de hiperconsumo. 2007

MARGULIS, Lynn; SAGAN, Dorion. O que é vida? Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.

MAFFESOLI, Michel. Elogio da Razão Sensível. Petrópolis: Vozes, 1998.

MATURANA, Humberto. Cognição, Ciência e Vida Cotidiana. Belo Horizonte: UFMG, 2006.

MAY, Rollo. Man’s Search For Himself. New York; London: W. W. Norton & Company, 2009.

NONATA, Antonia Ferreira. Paradigmas do Conhecimento: do moderno ao ecológico. Diálogo Educ., Curitiba, v. 7, n. 22, p. 259-275, set./dez. 2007. Disponível em: http://www2.pucpr.br/reol/index.php/DIALOGO?dd1=1587&dd99=pdf. Acesso em: 07 jun. 2012.

O’GUINN, Thomas C.; FABER, Ronald J. Compulsive Buying: A Phenomenological Exploration. Journal of Consumer Research, Chicago, v. 16, n. 2, p. 147-157, set. 1989.

PLEINES, Jürgen-Eckardt. Friedrich Hegel. Tradução e organização de Sílvio Rosa Filho. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2010. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me4671.pdf. Acesso em: 16 maio 2018. p.15.

SOËTARD, Michel. Jean-Jacques Rousseau. Tradução de Verone Lane Rodrigues. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2010. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me4675.pdf. Acesso em: 16 maio 2018. p.14.

VIDOR, Alecio. Filosofia Elementar. IESDE: Curitiba, 2008.
Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.