Privação afetiva e suas consequências na primeira infância: um estudo de caso
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Daniele Barbosa Rayane
Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ)
Daniela Heitzmann Amaral Valentim de Sousa
Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ)
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Palavras-chave

Privação afetiva
Consequências
Primeira infância

Resumo

O presente estudo teve por objetivo investigar os possíveis danos emocionais e psicossociais causados a uma criança que sofreu privação afetiva na primeira infância e que está em situação de acolhimento institucional. Para tanto, baseando-se em fundamentos teóricos psicanalíticos, foi realizado um estudo de caso de natureza qualitativa com uma criança de 8 anos de idade, do sexo feminino acolhida há 2 anos na Instituição de Acolhimento. Os instrumentos utilizados foram um questionário sociodemográfico, uma entrevista semiestruturada, e a aplicação dos testes projetivos O Desenho da Família (2003), e a Fábula de Duss (1986). A análise dos dados evidenciou conflitos em todas as fases do desenvolvimento infantil, confirmando a privação afetiva vivenciada no seu núcleo familiar em que, de acordo com os resultados obtidos, se identifica que a privação de afeto experenciada pela infante na primeira infância trouxe prejuízos em vários aspectos do seu desenvolvimento, tendo destaque o cognitivo, o emocional e o social. Sendo assim, se conclui que a má qualidade das relações afetivas na primeira infância pode causar danos e prejuízos ao desenvolvimento emocional e psicossocial da criança.

 

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